Dia 30 de junho será lançado o livro "Atendimento psicanalítico com crianças", resultado de trabalho realizado por equipe do IBCP - Instituto Brasileiro de Ciência e Psicanálise". Pelo tema, e pela seriedade com que o instituto o trata, vale conferir. Wagner Pires.
domingo, 3 de junho de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
O homem da Chiclete com Banana é destaque no Porta Curtas e tema de exposição no Itaú.
Algumas vezes Angeli:
No sítio do Porta Curtas, podem-se ver os filmes "Angeli 24" e "Dossiê Rê Bordosa": http://www.portacurtas.com.br/index.asp
No Itaú Cultural, divulgação da exposição que abre hoje: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1852
Dois espaços onde ver o editor-desenhista referência dos quadrinhos brasileiros.
Ainda, em seu próprio sítio: http://www2.uol.com.br/angeli/.
No sítio do Porta Curtas, podem-se ver os filmes "Angeli 24" e "Dossiê Rê Bordosa": http://www.portacurtas.com.br/index.asp
No Itaú Cultural, divulgação da exposição que abre hoje: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1852
Dois espaços onde ver o editor-desenhista referência dos quadrinhos brasileiros.
Ainda, em seu próprio sítio: http://www2.uol.com.br/angeli/.
terça-feira, 13 de março de 2012
Parece que saiu do ar.
Finalmente. Após meses sem publicar, parece que o blog "Cultura Geral" - http://antropoesia.zip.net - saiu do ar.
Pelo menos é o que informa a página principal do site, quando tento acessá-lo.
Bom. Medido em números, publiquei perto de 3 anos, com acessos em torno de 12000.
Em números, é isso, mas o mais importante, para mim, foi comentar acontecimentos quase que imediatamente, deixando mais ou menos clara a minha posição sobre eles. Também serviu para divulgar atividades da Antropoesia, no período.
Agenda cultural, fotos, publicações de terceiros, e muitas "republicações".
Contrário à ideia de divulgar o blog, evitei colocá-lo em sites de divulgação.
Ainda assim, pessoas incríveis passaram por lá.
Depois de suspeitar de ser censurado - o blog saía do ar toda vez que falava em política - e de ter sido - de fato - censurado "iternamente" por falar de um artista "desconhecido", Hélio Oiticica, teimei, "mais resoluto", em escrever com liberdade.
Mas cansei de publicá-lo, porque blog que presta tem um pé na ação, e o meu estava apenas no mundo digital. Se não estava atuando - ponto crucial na atividade de "blogueiro" é você fazer parte de alguma iniciativa fora do mundo virtual, que legitime sua fala - não via sentido em continuar.
Por isso, como despedida, deixei alguns arquivos de poemas para não concordar com a ideia de que eu só publicava textos de outros autores, escondendo os meus.
"ALGUMA POESIA", "FÓRUM DE LEITURA" e "CULTURA GERAL" foram alguns dos nomes que o blog recebeu. Nele se comentou política, eleições, anistia, artes plásticas, quadrinhos, pop e, claro, literatura.
Celebraram-se muitos amigos - obscuros e anônimos, ou de "notório saber". Acima de tudo, experimentei diferentes maneiras de escrever.
Algumas dão certo.
Desde que parei com o "Cultura Geral", passo a escrever aqui, uma espécie de "back up" para o que ponho no Facebook. Novamente, um espaço despretencioso.
Infelizmente, desengajado demais segundo meus próprios critérios.
Wagner.
Pelo menos é o que informa a página principal do site, quando tento acessá-lo.
Bom. Medido em números, publiquei perto de 3 anos, com acessos em torno de 12000.
Em números, é isso, mas o mais importante, para mim, foi comentar acontecimentos quase que imediatamente, deixando mais ou menos clara a minha posição sobre eles. Também serviu para divulgar atividades da Antropoesia, no período.
Agenda cultural, fotos, publicações de terceiros, e muitas "republicações".
Contrário à ideia de divulgar o blog, evitei colocá-lo em sites de divulgação.
Ainda assim, pessoas incríveis passaram por lá.
Depois de suspeitar de ser censurado - o blog saía do ar toda vez que falava em política - e de ter sido - de fato - censurado "iternamente" por falar de um artista "desconhecido", Hélio Oiticica, teimei, "mais resoluto", em escrever com liberdade.
Mas cansei de publicá-lo, porque blog que presta tem um pé na ação, e o meu estava apenas no mundo digital. Se não estava atuando - ponto crucial na atividade de "blogueiro" é você fazer parte de alguma iniciativa fora do mundo virtual, que legitime sua fala - não via sentido em continuar.
Por isso, como despedida, deixei alguns arquivos de poemas para não concordar com a ideia de que eu só publicava textos de outros autores, escondendo os meus.
"ALGUMA POESIA", "FÓRUM DE LEITURA" e "CULTURA GERAL" foram alguns dos nomes que o blog recebeu. Nele se comentou política, eleições, anistia, artes plásticas, quadrinhos, pop e, claro, literatura.
Celebraram-se muitos amigos - obscuros e anônimos, ou de "notório saber". Acima de tudo, experimentei diferentes maneiras de escrever.
Algumas dão certo.
Desde que parei com o "Cultura Geral", passo a escrever aqui, uma espécie de "back up" para o que ponho no Facebook. Novamente, um espaço despretencioso.
Infelizmente, desengajado demais segundo meus próprios critérios.
Wagner.
segunda-feira, 12 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Livros nos trilhos, segunda parte
A moça ao meu lado trazia um livro "Sintaxe da Linguagem Visual", e me fez lembrar de uma coisa. Há dois dias tenho reparado livros interessantes nos trens da CPTM. Ontem, ao subir a escada, eu me perguntava que tipo de gente anda com um exemplar de Stephen Hawkins, "O Universo em uma Casca de Noz".
Fiquei espantado.
Que tipo de ser humano frequenta esses trens?
Ainda no mesmo dia, estação Capão Redondo, metrô. Saco meu "Bioenergética", de Alexander Lowen, com algum medo de ser pretencioso.
E o rapaz a meu lado lê um "O Povo Brasileiro", do Darcy Ribeiro.
Parece que foi descoberta uma utilidade para os longos momentos passados sobre trilhos.
Leituras. Abraço.
Wagner Lopes Pires.
Fiquei espantado.
Que tipo de ser humano frequenta esses trens?
Ainda no mesmo dia, estação Capão Redondo, metrô. Saco meu "Bioenergética", de Alexander Lowen, com algum medo de ser pretencioso.
E o rapaz a meu lado lê um "O Povo Brasileiro", do Darcy Ribeiro.
Parece que foi descoberta uma utilidade para os longos momentos passados sobre trilhos.
Leituras. Abraço.
Wagner Lopes Pires.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Espaço "Troca-Livros" pode se mudar por "falta de público", em Guarulhos.
Pessoal, até onde sei, o Espaço Troca-Livros funcionaria na avenida Tiradentes - no mesmo prédio do Conservatório - apenas até este fim-de-semana de carnaval. Depois, tinha destino incerto.
A justificativa apresentada, como pode-se encontrar pelos próprios atendentes, é que o espaço tem pouca procura.
Penso um pouco diferente. Apenas, como usuário, fiquei sem saber se eu seria um dos poucos a utilizá-lo - afinal "ELES", gestores, sempre sabem mais do que nós, cidadãos.
Mas soube que o Coletivo 308 (http://coletivo308.blogspot.com/) também estranhou a mudança, e repasso aqui a reivindicação feita, para que o espaço seja mantido. Há um abaixo-assinado disponível em seu site.
Sem ter acesso à informação real sobre o motivo para transferir/encerrar o espaço (ainda não tentei os informantes de praxe), sugiro pensarmos se, mesmo sem ser nominalmente mencionado como política pública, o TROCA-LIVROS não corresponderia ao item "melhoria do acesso ao livro e a outras formas de expressão de leitura", do Plano Nacional do Livro e Leitura - http://www.pnll.gov.br/.
Aliás, se houver dúvida, penso ser útil reivindicarmos que seja incluído explicitamente o nome "Espaços para troca de livros" no plano nacional, a fim de impedir que trocas de gestores acabem com projetos de utilidade para melhorar o acesso da população - pelo menos dos leitores - a obras que de resto poderiam ser difícil de adquirir.
Hoje, tendo passado no Troca-Livros em seu último (?) dia de funcionamento, poderíamos apontar obras de Marcos Rey, Jorge Amado e Guimarães Rosa, ao lado de textos internacionais, de John Updike, Marguerite Duras e outros; E ainda - mais importantes para estudantes de língua e ou literatura - os "Cadernos de Literatura" publicados pelo Instituto Moreira Salles.
Com forte presença de livros de ficção, o espaço - que sobrevive de doações ou material levado para a troca - contava também com dicionários, materiais de História, Geografia, Direito, Psicologia, Religião, Artes, Educação, Administração, e muitos títulos de Educação e Literatura Infanto-juvenil.
Mais do que encerrar as atividades do espaço - ou dificultar seu acesso - penso que seria de grande valia divulgá-lo.
Afinal, não é somente o que é pago que vale. Paranoia de costume: não seria justamente o aspecto "gratuito" que torna o espaço menos atraente para o poder público, às vezes vivendo tão próximo do mercado que se desinteressa por ações pouco dispendiosas?
Wagner Pires.
Reproduzimos:
Link da Prefeitura de Guarulhos: http://novo.guarulhos.sp.gov.br/
Link do Coletivo 308: http://coletivo308.blogspot.com/.
A justificativa apresentada, como pode-se encontrar pelos próprios atendentes, é que o espaço tem pouca procura.
Penso um pouco diferente. Apenas, como usuário, fiquei sem saber se eu seria um dos poucos a utilizá-lo - afinal "ELES", gestores, sempre sabem mais do que nós, cidadãos.
Mas soube que o Coletivo 308 (http://coletivo308.blogspot.com/) também estranhou a mudança, e repasso aqui a reivindicação feita, para que o espaço seja mantido. Há um abaixo-assinado disponível em seu site.
Sem ter acesso à informação real sobre o motivo para transferir/encerrar o espaço (ainda não tentei os informantes de praxe), sugiro pensarmos se, mesmo sem ser nominalmente mencionado como política pública, o TROCA-LIVROS não corresponderia ao item "melhoria do acesso ao livro e a outras formas de expressão de leitura", do Plano Nacional do Livro e Leitura - http://www.pnll.gov.br/.
Aliás, se houver dúvida, penso ser útil reivindicarmos que seja incluído explicitamente o nome "Espaços para troca de livros" no plano nacional, a fim de impedir que trocas de gestores acabem com projetos de utilidade para melhorar o acesso da população - pelo menos dos leitores - a obras que de resto poderiam ser difícil de adquirir.
Hoje, tendo passado no Troca-Livros em seu último (?) dia de funcionamento, poderíamos apontar obras de Marcos Rey, Jorge Amado e Guimarães Rosa, ao lado de textos internacionais, de John Updike, Marguerite Duras e outros; E ainda - mais importantes para estudantes de língua e ou literatura - os "Cadernos de Literatura" publicados pelo Instituto Moreira Salles.
Com forte presença de livros de ficção, o espaço - que sobrevive de doações ou material levado para a troca - contava também com dicionários, materiais de História, Geografia, Direito, Psicologia, Religião, Artes, Educação, Administração, e muitos títulos de Educação e Literatura Infanto-juvenil.
Mais do que encerrar as atividades do espaço - ou dificultar seu acesso - penso que seria de grande valia divulgá-lo.
Afinal, não é somente o que é pago que vale. Paranoia de costume: não seria justamente o aspecto "gratuito" que torna o espaço menos atraente para o poder público, às vezes vivendo tão próximo do mercado que se desinteressa por ações pouco dispendiosas?
Wagner Pires.
Reproduzimos:
Link da Prefeitura de Guarulhos: http://novo.guarulhos.sp.gov.br/
Link do Coletivo 308: http://coletivo308.blogspot.com/.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Os segredos para um relacionamento feliz
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Os segredos para um relacionamento feliz: Você acredita que existem fatores que contribuem para manter um relacionamento feliz? E na paquera, será que existem posturas mais eficazes...
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Os segredos para um relacionamento feliz
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Os segredos para um relacionamento feliz: Você acredita que existem fatores que contribuem para manter um relacionamento feliz? E na paquera, será que existem posturas mais eficazes...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
De vez em quando eu saio por aí.
Luciano, poeta, que termine esta canção. A ideia vem dele, de sua sacada à Wally Salomão, dizendo-se ser "um gato esperto". Gíria alienígena para mim. Porém, presente em música de Gilberto Gil.
E eu que musico Luciano todo o tempo - fico cantando seus textos - penso que Luciano Dias Soares deveria terminar esse meu "poema" cantado.
[De vez em quando / eu saio por aí / sem ter o que fazer / sem ter o que falar / Um gato esperto / procurando gata / revirando lata pra se alimentar / Um gato esperto procurando lata / procurando lata / procurando gata / para se enroscar.]
Isso viria com uma música estilo Antropoesia, maliciosa, ingênua, desinteressada. Entre um blues urbano e uma guitarra de jazz. E por falar em jazz, penso cada vez mais em reler o Gregory Corso.
Gregory Corso parece um canto de liberdade, nas frases muitas vezes nonsense ao som de uma melodia selvagem. Gostaria de relê-lo e respirar aquela liberdade.
Num dia de sol. Wagner Pires.
E eu que musico Luciano todo o tempo - fico cantando seus textos - penso que Luciano Dias Soares deveria terminar esse meu "poema" cantado.
[De vez em quando / eu saio por aí / sem ter o que fazer / sem ter o que falar / Um gato esperto / procurando gata / revirando lata pra se alimentar / Um gato esperto procurando lata / procurando lata / procurando gata / para se enroscar.]
Isso viria com uma música estilo Antropoesia, maliciosa, ingênua, desinteressada. Entre um blues urbano e uma guitarra de jazz. E por falar em jazz, penso cada vez mais em reler o Gregory Corso.
Gregory Corso parece um canto de liberdade, nas frases muitas vezes nonsense ao som de uma melodia selvagem. Gostaria de relê-lo e respirar aquela liberdade.
Num dia de sol. Wagner Pires.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Jean Narciso, poeta, por Vinícius Gonçalves de Andrade, "Memórias de um Aqualouco"
Saiu livro de poesias de Jean Narciso. E Vinícius Gonçalves de Andrade não deixou passar em branco. A seguir, texto sobre a publicação. O próprio Jean nos enviou link, informando onde e como encontrar o livro que, de certa forma, comemora dez anos de publicação do autor, neste 2012. Toda força, Jean. Leiamos, divulguemos, passemos adiante.
"MEMÓRIAS SECAS DE UM AQUALOUCO E OUTROS POEMAS” E A POÉTICA DE JEAN NARCISO (por Vinícius Gonçalves de Andrade)
A poética de Jean Narciso adquire consistência maior quanto mais é abstraída de uma relação com a realidade.
A imaginação, cindida da vida, é recuperada para englobar a existência no plano da representatividade, Destarte, não mais estamos diante da crítica social, do registro documental ou da literatura que busca antecipar-se aos fatos. Em “Memórias secas de um aqualouco e outros poemas”, o poeta insere o indivíduo e a idiossincrasia na execução de um projeto interpessoal, e renova a universalidade do ser como o mais primordial dos temas e dos mitos. Quem é o aqualouco de posse desta identidade senão o homem à espera de um reflexo, de uma referência com a qual possa seguir sem o vazio e a lacuna do esquecimento? O aqualouco tenta inaugurar um futuro sem esquecer de si, e investe nesta empreitada sua essência. Mergulhar, pular, saltar, lançar-se: toda a ação futura depende da origem na ação pretérita. A mensagem possível: não há surgir para a eternidade fora da linha do tempo. E consagrados no tempo jazem os brios do ego a orbitar em torno de ego. O esforço de entendimento e de compreensão passa a ser objeto de questionamento; aqui, qualquer método interpretativo é ilusório; qualquer corrente de interpretação se anacroniza: o aqualouco vive em um mundo obscuro e sem méritos. E no hermetismo do enredo não nos é dado desvelar todos os desígnios. A perda se adensa na extensão do poema. A liquidez das etapas pode ser sinonímia de todos os esgotamentos possíveis. O aqualouco, ser da anomia, guarda em si a totalidade dos percursos e destinos. A trajetória humana, confundida com a “dramaturgia do pulo”, está aberta ao veredicto das mais diversas (ou disparatadas) subjetividades. "
Informações adicionais
Nome: Memórias secas de um aqualouco e outros poemas
Autor: Jean Narciso Bispo Moura
Editora: Beco dos Poetas
76 páginas
ISBN 9788562337345
Nome: Memórias secas de um aqualouco e outros poemas
Autor: Jean Narciso Bispo Moura
Editora: Beco dos Poetas
76 páginas
ISBN 9788562337345
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Preferidos. 1a Parte.
1. O céu de Lisboa; 2.Terra em Transe; 3. Terra e Liberdade; 4.Eu; 5. Limite; 6.Roma, cidade aberta; 7. Ran; 8. Matrix; 9. A terra treme; 10. Tempos Modernos; 11. O sol da meia-noite; 12. Noites Vazias; 13. Em Busca do Ouro; 14. Outubro; 15. Encouraçado Potemkim; 16. Nostalgia; 17. O sétimo selo; 18. Jesus de Montreal; 19. Bye, bye, Brasil; 20. Arquitetura da Destruição; 21. Azumi; 22. Fausto; 23. Metrópolis; 24. Cidadão Kane; 25.Na Estrada Vida; 26. Decameron; 27. Hackers; 28. O gabinete do Doutor Caligari; 29. Uma noite alucinante; 30. Alice no País das Maravilhas (desenho); 31. Freud Além da Alma; 32. O Ilusionista (surrealista); 33. Casablanca; 34. A família Adams; 35. A Pantera Cor-de-rosa; 36. O violinista; 37. Blade Runner; 38. Marta (versão alemã); 39. O velho (documentário); 40. Marvada Carne; 41. O processo; 42. Asas do desejo; 43. Cinema Paradiso; 44. Splendor; 45. Beijo 2348/72; 46. Paris, Texas; 47. Noivo neurótico, noiva nervosa; 48. Quem é esta garota?; 49. Viagem à Lua; 50. A liberdade é Azul; 51. Lanternas vermelhas; 52. Napoleon; 53. O senhor da Guerra; 54. Amadeus; 55. Solaris; 56. Vidas amargas; 57. Morangos silvestres; 58. Rio 40 graus; 59. O Planeta dos Macacos; 60. Sid e Nancy; 61. Via Láctea; 62. Bird; 63. Mais e melhores blues; 64. Crimes e pecados; 65. O Cão Andaluz; 66. Viagem ao centro da Terra; 67. A chinesa; 68. Alphaville; 69. O idiota; 70. O homem que virou suco; 71. O bandido da luz vermelha; 72. Macunaíma; 73. O padre e a moça; 74. Asas da Liberdade; 75. O baiano fantasma; 76. Príncipe Suzano e o Dragão de Oito Cabeças; 77. Os Saltimbancos Trapalhões; 78. Viver mata; 79.O casamento dos trapalhões; 80. O colecionador
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
poema. wagner pires
Glamour
Sou quem procura teu corpo
Quem olha o mar
Quem passa a noite por túneis
E conhece
A fantasia
Sou quem conhece teu corpo
O sentido, o gemido
Os olhos fechando
A boca se abrindo
Chamando
Pra amar
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Primeira.
Pela primeira vez eu quase sinto o que se diz ser a distância dos presentes. Tido como quase apático, tenho em mim a distância que vai de um ser humano a outro e que penso ser menor do que a existente entre estrelas. Vivi em um mundo habitado por estranhos próximos, calorosos amigos, mulheres bonitas o bastante para alimentar a imaginação e tudo isso permeado por enormes distâncias diárias: trabalho a 40km "de casa", estudo a 30. Anonimato defendendo os pequenos toques, cenas imaginárias ou vistas entre o sono e o sonho. Vi, amei ou tive a mulher a meu lado? Quem era aquela?
Assim, tendo percorrido percursos imaginários, ouve-se, ao fim da rota "para quê?".
Isso me perturba, tira o pouco de sono definido como saudável, devolve uma vagarosa ansiedade: terei que consumir mulheres? percorrer estradas? andar em praias desertas pensando ser magia o que na verdade é fumaça?
Perturbarei a paz ou incomodarei funcionárias públicas? Temerei enfermeiros ou retiro outra parte de meu corpo enquanto dá? Pago o cinema?
Farei um desenho?
Príncipe Suzano. A mitológica mulher nervosa, sabe-se lá por quê, em visões alternativas não persegue seu amante?
Quem se importa - amar a frase que ouvi: Who cares? E, em minha mitologia, amar frases é igual a amar cachorros, que estes, como diria um bêbado morto, sabem que amar é abanar o rabo.
Feliz dezembro.
Wagner Lopes.
Assim, tendo percorrido percursos imaginários, ouve-se, ao fim da rota "para quê?".
Isso me perturba, tira o pouco de sono definido como saudável, devolve uma vagarosa ansiedade: terei que consumir mulheres? percorrer estradas? andar em praias desertas pensando ser magia o que na verdade é fumaça?
Perturbarei a paz ou incomodarei funcionárias públicas? Temerei enfermeiros ou retiro outra parte de meu corpo enquanto dá? Pago o cinema?
Farei um desenho?
Príncipe Suzano. A mitológica mulher nervosa, sabe-se lá por quê, em visões alternativas não persegue seu amante?
Quem se importa - amar a frase que ouvi: Who cares? E, em minha mitologia, amar frases é igual a amar cachorros, que estes, como diria um bêbado morto, sabem que amar é abanar o rabo.
Feliz dezembro.
Wagner Lopes.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Seminário de Crítica Literária no Itaú. João Cezar de Castro Rocha.
Mais uma passagem para assistir ao seminário de crítica do Itaú. Evento bienal, assumiu o formato de um concurso para publicação de estudos críticos em livro - neste ano saiu o segundo volume - acompanhada da realização de debates ou oficinas no Instituto Itaú, de SP.
A primeira coincidiu com a oportunista comemoração (?) de centenário da morte de Machado de Assis (hein?) e não se pode escapar de ouvir uma ou outra bobagem em torno do tema. Entretanto, foi justamente um estudioso de Machado de Assis a grande presença em ambas as edições, João Cezar de Castro Rocha. O professor tem trazido uma visão menos pesada sobre os temas literários, sobre a crítica e mesmo sobre a universidade, e sua exposição passional faz valer a pena assistir a suas intervenções. Participou de ambas as edições e parece mesmo ter-se tornado uma espécie de consultor para o evento (http://conexoesitaucultural.org.br/biblioteca/os-novos-caminhos-da-literatura-brasileira-no-exterior/). Pelas suas contribuições, já o evento pode se considerar justificado. Wagner Lopes Pires
A primeira coincidiu com a oportunista comemoração (?) de centenário da morte de Machado de Assis (hein?) e não se pode escapar de ouvir uma ou outra bobagem em torno do tema. Entretanto, foi justamente um estudioso de Machado de Assis a grande presença em ambas as edições, João Cezar de Castro Rocha. O professor tem trazido uma visão menos pesada sobre os temas literários, sobre a crítica e mesmo sobre a universidade, e sua exposição passional faz valer a pena assistir a suas intervenções. Participou de ambas as edições e parece mesmo ter-se tornado uma espécie de consultor para o evento (http://conexoesitaucultural.org.br/biblioteca/os-novos-caminhos-da-literatura-brasileira-no-exterior/). Pelas suas contribuições, já o evento pode se considerar justificado. Wagner Lopes Pires
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Valdir Lira. Lançamento de CD. Boa MPB.
Sai o CD com composições do Valdir Lira, e passo às pressas a informação que tenho. Valdir é violonista, baixista e outras coisas boas nas cordas, e já era demasiado longa essa espera por ouvir sua obra gravada. Segue o texto. Abraços. Wagner Lopes Pires.
"Gente, ouçam no link abaixo as minhas composições em parceria com o Edu Leal, Violas, Violões e Espiral. As outras também estão maravilhosas e não percam o Show dia 17 próximo no Espaço Cachuera. Valdir Lira"
http://www.myspace.com/edulealcompositor/music/songs/08-espiral-85631194
"Gente, ouçam no link abaixo as minhas composições em parceria com o Edu Leal, Violas, Violões e Espiral. As outras também estão maravilhosas e não percam o Show dia 17 próximo no Espaço Cachuera. Valdir Lira"
http://www.myspace.com/edulealcompositor/music/songs/08-espiral-85631194
domingo, 4 de dezembro de 2011
Ganhar ou perder, mas sempre com DEMOCRACIA
Sócrates democrático Brasileiro. Na minha vida pude ver alguns gênios, alguns em ação, outros falando, outros, simplesmente tomando café. Sócrates é um desses. Outros, Maurício Tratemberg e Rachel de Queirós.
Incrivelmente, todos políticos, libertários, extraordinários.
Eu tinha 8 anos quando vi, estampada na revista, a foto pedagógica do Corinthians - campeão paulista - com a faixa "Ganhar ou perder mas sempre com democracia". Havia algo em jogo além do jogo. Minha consciência incipiente percebeu. Como não perceber?
Sócrates era o maior gênio em uma geração de gênios: Zico, Maradona, Reinaldo e Luís Pereira.
Seus toques, nada menos do que mágicos, eram desconcertantes; seus dribles, irritantes de tanta beleza.
Por essas - talvez - teve a responsabilidade de apresentar a tarja de capitão da maior seleção de todos os tempos, capitaneando Zico, Júnior e Leandro, Cerezo, Falcão e Éder. Treinado por Telê Santana.
O time dos sonhos levava a sina dos revolucionários: encher de amor o planeta, desta vez sob o nome de ARTE. No Brasil, a legenda Sócrates derrubava tabus: jogador bêbado (todos são?), político (muitos são) inteligente (todos são?). A ponto de preferir formar-se em Medicina antes de dedicar-se ao dom máximo que teve.
"Eu tive que inventar um jeito diferente de jogar, devido ao meu tipo físico". "Ia jogar no São Paulo, o Corinthians apenas entrou na negociação para atrapalhar". Citações de memória.
Imprevisível, apenas sua fala era prevista: cortante, firme e geralmente "seca", acompanhada, algumas vezes, pelo riso inteligente. Por isso assistia, quando podia, suas intervenções na televisão Cultura, de São Paulo.
Inteligência que brilha, como um poema.
Sócrates, como Djalminha e Edmundo, nossos "contemporâneos", ou Garrincha, para os mais velhos, mais do que outra coisa é a subversão do futebol. Um Neymar.
A inteligência que dança. Por Sócrates. Um Brasileiro. Ganhar ou Perder. Mas sempre com Democracia. Wagner Lopes Pires
Incrivelmente, todos políticos, libertários, extraordinários.
Eu tinha 8 anos quando vi, estampada na revista, a foto pedagógica do Corinthians - campeão paulista - com a faixa "Ganhar ou perder mas sempre com democracia". Havia algo em jogo além do jogo. Minha consciência incipiente percebeu. Como não perceber?
Sócrates era o maior gênio em uma geração de gênios: Zico, Maradona, Reinaldo e Luís Pereira.
Seus toques, nada menos do que mágicos, eram desconcertantes; seus dribles, irritantes de tanta beleza.
Por essas - talvez - teve a responsabilidade de apresentar a tarja de capitão da maior seleção de todos os tempos, capitaneando Zico, Júnior e Leandro, Cerezo, Falcão e Éder. Treinado por Telê Santana.
O time dos sonhos levava a sina dos revolucionários: encher de amor o planeta, desta vez sob o nome de ARTE. No Brasil, a legenda Sócrates derrubava tabus: jogador bêbado (todos são?), político (muitos são) inteligente (todos são?). A ponto de preferir formar-se em Medicina antes de dedicar-se ao dom máximo que teve.
"Eu tive que inventar um jeito diferente de jogar, devido ao meu tipo físico". "Ia jogar no São Paulo, o Corinthians apenas entrou na negociação para atrapalhar". Citações de memória.
Imprevisível, apenas sua fala era prevista: cortante, firme e geralmente "seca", acompanhada, algumas vezes, pelo riso inteligente. Por isso assistia, quando podia, suas intervenções na televisão Cultura, de São Paulo.
Inteligência que brilha, como um poema.
Sócrates, como Djalminha e Edmundo, nossos "contemporâneos", ou Garrincha, para os mais velhos, mais do que outra coisa é a subversão do futebol. Um Neymar.
A inteligência que dança. Por Sócrates. Um Brasileiro. Ganhar ou Perder. Mas sempre com Democracia. Wagner Lopes Pires
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Grupo de relacionamentos Vida a dois: Transcrição ...
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Grupo de relacionamentos Vida a dois: Transcrição ...: Grupo de relacionamentos Vida a dois: Transcrição da palestra ministrada no encontro ina... : O que é importante mesmo na vida? Se eu lhe...
domingo, 20 de novembro de 2011
Sesc Pinheiros exibe Miles Davis
Enfim uma exposição interessante, bem montada e com artigos que emocionam a valer. A exposição "Queremos Miles", no Sesc Pinheiros até 22/01, com entrada gratuita, permite ver, ouvir e deliciar-se com itens que correspondem às histórias do jazz.
Gênero essencialmente norte-americano e fruto do cruzamento entre as músicas populares e certa erudição, o jazz foi muito bem acolhido também na Europa, fazendo transcender os limites da perseguição racial dentro dos Estados Unidos.
A exposição do Sesc se inicia com a educação do filho da classe média norte-americana supostamente dividido entre os mundos das culturas "branca" e "negra", que encontra lugar entre os gênios do bebop, deixa o estilo em favor de formas amenas, percorre o longo caminho estético e comercial da música "pop" - passando pela "black music", blues, rock e trilhas sonoras de filmes.
A cada sala pode-se descobrir uma nova faceta de Miles, e saborear capas de discos, peças de roupas do músico, revistas, fotos, ouvir áudios de fases distintas e assistir a filmes, documentários e entrevistas com ou sobre Miles.
Ainda por cima, ver de perto instrumentos usados por músicos da altura de John Coltrane, cujo sax também está exposto.
Mais que isso? Só Miles. Wagner Lopes Pires.
Gênero essencialmente norte-americano e fruto do cruzamento entre as músicas populares e certa erudição, o jazz foi muito bem acolhido também na Europa, fazendo transcender os limites da perseguição racial dentro dos Estados Unidos.
A exposição do Sesc se inicia com a educação do filho da classe média norte-americana supostamente dividido entre os mundos das culturas "branca" e "negra", que encontra lugar entre os gênios do bebop, deixa o estilo em favor de formas amenas, percorre o longo caminho estético e comercial da música "pop" - passando pela "black music", blues, rock e trilhas sonoras de filmes.
A cada sala pode-se descobrir uma nova faceta de Miles, e saborear capas de discos, peças de roupas do músico, revistas, fotos, ouvir áudios de fases distintas e assistir a filmes, documentários e entrevistas com ou sobre Miles.
Ainda por cima, ver de perto instrumentos usados por músicos da altura de John Coltrane, cujo sax também está exposto.
Mais que isso? Só Miles. Wagner Lopes Pires.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Os segredos para um relacionamento feliz
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Os segredos para um relacionamento feliz: Você acredita que existem fatores que contribuem para manter um relacionamento feliz? E na paquera, será que existem posturas mais eficazes...
domingo, 2 de outubro de 2011
André Okuma segue firme na programação do Cineclube Adamastor.
Até que eu consiga resolver minhas pendências "computacionais", vou apenas indicar aqui a programação do Cineclube Adamastor, em Guarulhos. Com seleção feita por André Okuma, o evento segue firme, exibindo alguns dos maiores filmes mundiais. Para quem se interessa: http://cineclubeadamastor.blogspot.com/. Abraços.
Dois filmes: "Matador" e "O colecionador".
Tenho falado de tantos filmes apenas bons, que gostaria de falar de dois que, sem nenhuma concessão, são dos meus preferidos. E muito bons: "O Colecionador", de William Wyler, de 1965 (dizem que há versões disponíveis para download, não vi), e "Matador", de Almodovar.
Justiça seja feita (?) para com o cineasta espanhol. Nem tudo que ele faz é novela da globo. E até que gosto, de vez em quando de ver novela.
Mas "Matador" é incrível, percorrendo a tênue distância entre o sexo e a morte. Um toureiro aposentado repete com suas amantes os gestos fatais que realizara nas arenas. Muito bom.
"O colecionador", além da assinatura de Wyler, traz um sufocante caso de amor e obsessão, para quem tem nervos "de aço".
A surpresa que tive com "O colecionador", adaptação cinematográfica de um romance homônimo, só quase se repetiu em "Louca Obsessão" e no fim decepcionante ou revelador de "Eu", obra-prima (gosto é que nem nariz) de Walter Hugo Khouri, que menciono de novo.
Abraço, Wagner.
Justiça seja feita (?) para com o cineasta espanhol. Nem tudo que ele faz é novela da globo. E até que gosto, de vez em quando de ver novela.
Mas "Matador" é incrível, percorrendo a tênue distância entre o sexo e a morte. Um toureiro aposentado repete com suas amantes os gestos fatais que realizara nas arenas. Muito bom.
"O colecionador", além da assinatura de Wyler, traz um sufocante caso de amor e obsessão, para quem tem nervos "de aço".
A surpresa que tive com "O colecionador", adaptação cinematográfica de um romance homônimo, só quase se repetiu em "Louca Obsessão" e no fim decepcionante ou revelador de "Eu", obra-prima (gosto é que nem nariz) de Walter Hugo Khouri, que menciono de novo.
Abraço, Wagner.
"A verdadeira história do século XX", por Cláudio Willer.
Meses atrás assisti à primeira leitura pública de "A verdadeira história do século XX", novo livro poético de Claudio Willer. O poeta, ensaísta e tradutor teve a generosidade de ler os textos antecipando sua publicação, já em andamento.
Reunidos no Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, velhos e novos poetas se revezaram na leitura de textos vindos em grande parte das Oficinas de Willer por todo o país. Inclusive, deve-se mencionar a presença de Chiu Yi Chih, performer-poeta chinês radicado em São Paulo, cuja atuação fica cada vez mais marcante.
Claudio Willer, em aproximados 80 minutos, fez algo próximo - óbvio que não estive nesta outra - ao que deve ter ocorrido na leitura histórica de "Howl" na galeria Six. Não pelo barulho, que afinal de contas poderia ter sido mais alto, mas pelo valor do texto.
Difícil acompanhar a leitura e não perceber que se estava diante de algo grande.
Todo sucesso ao livro. Wagner Lopes Pires
Preconceitos: um livro e dois filmes.
Há dois filmes dos quais eu nem faço muita questão que no entanto merecem menção: "Billie Elliot" e "Carne Trêmula". Pelos motivos errados, claro. "Billie Elliot" é um filme interessante, mas "Carne Trêmula", como tudo que Almodovar fez - que eu vi - com exceção de "Matador", é uma perda de tempo.
Então por que mencioná-los. Lembrei-me há poucos dias do Billie Elliot, personagem que aparentemente sem saber desafia o preconceito de que garotos não possam dançar. E o vence. Difícil não se comover com o empenho de seu pai, personagem que representa todos os estereótipos e os lança em dois golpes à lata de lixo.
Se um personagem devesse entrar em qualquer história do cinema como coadjuvante especial, este seria o pai de Billie Elliot.
Assistindo "Carne Trêmula", uma sucessão de bobagens, é difícil não pensar que a ONU deveria usá-lo para orientar pessoas que por algum motivo perderam a mobilidade. Há mais a comparar entre o policial interpretado por Javier Barden e o alter ego de Marcelo Rubens Paiva, no romance "Feliz Ano Velho", do que se pode pensar.
Ambos tratam sem dó nem pieguice do tema da readaptação de paraplégicos/tetraplégicos, o que faz com que pelo menos sejam olhados, filme e livro.
Ainda mais quando finalmente, e não sei o quanto, a cidade de São Paulo está escancarando a discussão sobre a acessibilidade. É isso.
Wagner..................
Então por que mencioná-los. Lembrei-me há poucos dias do Billie Elliot, personagem que aparentemente sem saber desafia o preconceito de que garotos não possam dançar. E o vence. Difícil não se comover com o empenho de seu pai, personagem que representa todos os estereótipos e os lança em dois golpes à lata de lixo.
Se um personagem devesse entrar em qualquer história do cinema como coadjuvante especial, este seria o pai de Billie Elliot.
Assistindo "Carne Trêmula", uma sucessão de bobagens, é difícil não pensar que a ONU deveria usá-lo para orientar pessoas que por algum motivo perderam a mobilidade. Há mais a comparar entre o policial interpretado por Javier Barden e o alter ego de Marcelo Rubens Paiva, no romance "Feliz Ano Velho", do que se pode pensar.
Ambos tratam sem dó nem pieguice do tema da readaptação de paraplégicos/tetraplégicos, o que faz com que pelo menos sejam olhados, filme e livro.
Ainda mais quando finalmente, e não sei o quanto, a cidade de São Paulo está escancarando a discussão sobre a acessibilidade. É isso.
Wagner..................
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Renata posta vídeos interessantes sobre poesia: Tadeu Jungle, Roberto Piva e Jairo Ferreira
Caros,
Deu um trabalhão, mas consegui subir no Youtube dois registros audiovisuais independentes paulistanos. São tão raros quanto experimentais. Ambos fazem parte do resgate que a gente fez no meu livro, "Os Dentes da Memória". Vou reunindo tudo no meu blog e postando historinhas paralelas assim que possível.
O primeiro é do Tadeu Jungle, uma das cabeças por trás da TVDO. "Herois da Decadensia" (sic) é de 1987, mistura Supla com Roberto Piva e D. Paulo Evaristo Arns. Prato cheio também em termos de linguagem audiovisual, pra quem não conhece ou quer rever.
O segundo é um Super 8 do Jairo Ferreira, crítico de cinema e diretor, filmado num evento poético e multimídia muito louco criado pelo Roberto Bicelli para o lançamento de seu primeiro livro, em 1977. Tem leituras de Roberto Piva, Claudio Willer, e até do Eduardo Gianetti da Fonseca -- sempre candidato a uma vaga de Ministro da Fazenda --, que não quis dar entrevista pro nosso livro (heheheh). "Antes que eu me esqueça" também tem academia de sumô, música de Jorge Mautner e Nelson Jacobina, e um negócio então muito moderno em São Paulo, chamado fliperama.
Está tudo aqui: http://magiconsundays.blogspot.com/ Basta ir rolando a página um pouquinho pra baixo...
(Agora só falta banirem do Youtube por violação de direitos autorais de gente que sequer está ganhando dinheiro com isso...)
beijos,
RENATA
Nesta segunda: Roberto Bicelli lança Ego Trip no Shopping Higienópolis!
anotem, please: próxima segunda-feira, dia 3 de outubro, das 19 às 22, no shopping higienópolis, livraria da vila, piso pacaembu.
atenção: shopping higienópolis, não confundam com outras sedes da mesma livraria. rsss
claro que estaremos juntos nessa trip. como bom virginiano, lembro que inúmeros são os motivos para não se ir. para ir só dois: amizade
e, se der certo, uma leitura boa pra metrô, ônibus, avião, banheiro, trânsito parado, sala de espera, insônia, praia, calço de porta, amores novos, amores perdidos, up grade sexual e o que mais um livro possa provocar, inclusive o tédio.
bjs e até lá.
atenção: shopping higienópolis, não confundam com outras sedes da mesma livraria. rsss
claro que estaremos juntos nessa trip. como bom virginiano, lembro que inúmeros são os motivos para não se ir. para ir só dois: amizade
e, se der certo, uma leitura boa pra metrô, ônibus, avião, banheiro, trânsito parado, sala de espera, insônia, praia, calço de porta, amores novos, amores perdidos, up grade sexual e o que mais um livro possa provocar, inclusive o tédio.
bjs e até lá.
r.bicelli
domingo, 25 de setembro de 2011
Smurfs, Across the Universe e um pouco de cinema.
Tenho resistido a assistir filmes, mas os últimos livros que tenho lido me gritam: ISTO DARIA UM FILME.
Vejamos:
1) "Os dentes da memória", de Renata d'Elia e Camila Hungria: entrevistas com autores paulistas que eu gostaria de ver filmadas. Fácil de encontrar.
2) "Dentes ao Sol", este, penso que sairia melhor das mãos de Fernando Meirelles, o genial (não menos que isso) autor de Blindness/Ensaio sobre a cegueira. Hoje, penso que só Meirelles poderia construir aquela atmosfera de sonhos do livro, imperdível, de Ignácio de Loyola Brandão.
3) "O enterro da Cafetina", de Marcos Rey. Este, nas mãos de André Okuma, com produção minha... ehehehe.
4) "Ego Trip", de Roberto Bicelli. Sai agora, dia 3 de Outubro. Lançamento em Higienópolis, mas eu e a internet inteira divulgaremos o endereço.
5) "Memórias de um Gigolô", também de Marcos Rey. Este, se não me engano, já virou filme. Ok. Inclusive, fez-me pensar no ótimo filme "Noite Vazia", um dos meus preferidos, de Walter Hugo Khoury.
Ainda assim, não engano ninguém. Fui ao Olido, mas acabei mesmo foi vendo os Smurfs. Tanta ternura. Gostei da adaptação, forçada em parte no quesito tributo com as repetidas referências ao autor da série em quadrinhos, Peyo.
Para pessoas sem coração, Smurfs - ou Stroumphs - são personagens de quadrinhos criados pelo desenhista belga Peyo, se não me engano para serem publicados pela francesa PILOTE. De personagens secundários a protagonistas e depois a sucesso internacional na adaptação televisiva, e ainda como brinquedos e toda sorte de produtos licenciados esses personagens são caso "clássico" da comunicação de massas, além de seu apelo eficaz à fantasia. Vê-los na telona pode não dizer nada ao adulto que sou mas é reconfortante à criança que fui.
Finalmente, outro "mais ou menos". Se alguém tiver dúvida, "Across the Universe", baseado em canções dos Beatles, tem lá seus 2 minutos de cinema, não mais. Quem vir os "clipes" de Helter Skelter - na segunda aparição, no filme - ou a cena em que aparecem os "strawberries" perfurados, como resposta às pessoas que dissessem que música pop e alienação política são sinônimos, provavelmente se esquecerá da tentativa frustrada de mostrar "personagens" tentando viver a "história por trás das canções" do grupo.
Além dos "vídeo-clipes", apenas as passagens pela cinzenta Liverpool (cinzenta no filme, até mesmo em contraste com as "cores" da época) fazem valer a pena assistir ao filme. Esse tom cinza, aliás, só fez com que eu lembrasse e gostasse um pouco mais de Billy Elliot, ao qual é impossível não fazer menção, em uma das cenas mais bonitas de "Across the Universe", quando toda (?) Liverpool, aparentemente cansada pelos dias de trabalho, põe-se a cantar e a dançar nas ruas.
Bom.
Wagner Lopes Pires
Vejamos:
1) "Os dentes da memória", de Renata d'Elia e Camila Hungria: entrevistas com autores paulistas que eu gostaria de ver filmadas. Fácil de encontrar.
2) "Dentes ao Sol", este, penso que sairia melhor das mãos de Fernando Meirelles, o genial (não menos que isso) autor de Blindness/Ensaio sobre a cegueira. Hoje, penso que só Meirelles poderia construir aquela atmosfera de sonhos do livro, imperdível, de Ignácio de Loyola Brandão.
3) "O enterro da Cafetina", de Marcos Rey. Este, nas mãos de André Okuma, com produção minha... ehehehe.
4) "Ego Trip", de Roberto Bicelli. Sai agora, dia 3 de Outubro. Lançamento em Higienópolis, mas eu e a internet inteira divulgaremos o endereço.
5) "Memórias de um Gigolô", também de Marcos Rey. Este, se não me engano, já virou filme. Ok. Inclusive, fez-me pensar no ótimo filme "Noite Vazia", um dos meus preferidos, de Walter Hugo Khoury.
Ainda assim, não engano ninguém. Fui ao Olido, mas acabei mesmo foi vendo os Smurfs. Tanta ternura. Gostei da adaptação, forçada em parte no quesito tributo com as repetidas referências ao autor da série em quadrinhos, Peyo.
Para pessoas sem coração, Smurfs - ou Stroumphs - são personagens de quadrinhos criados pelo desenhista belga Peyo, se não me engano para serem publicados pela francesa PILOTE. De personagens secundários a protagonistas e depois a sucesso internacional na adaptação televisiva, e ainda como brinquedos e toda sorte de produtos licenciados esses personagens são caso "clássico" da comunicação de massas, além de seu apelo eficaz à fantasia. Vê-los na telona pode não dizer nada ao adulto que sou mas é reconfortante à criança que fui.
Finalmente, outro "mais ou menos". Se alguém tiver dúvida, "Across the Universe", baseado em canções dos Beatles, tem lá seus 2 minutos de cinema, não mais. Quem vir os "clipes" de Helter Skelter - na segunda aparição, no filme - ou a cena em que aparecem os "strawberries" perfurados, como resposta às pessoas que dissessem que música pop e alienação política são sinônimos, provavelmente se esquecerá da tentativa frustrada de mostrar "personagens" tentando viver a "história por trás das canções" do grupo.
Além dos "vídeo-clipes", apenas as passagens pela cinzenta Liverpool (cinzenta no filme, até mesmo em contraste com as "cores" da época) fazem valer a pena assistir ao filme. Esse tom cinza, aliás, só fez com que eu lembrasse e gostasse um pouco mais de Billy Elliot, ao qual é impossível não fazer menção, em uma das cenas mais bonitas de "Across the Universe", quando toda (?) Liverpool, aparentemente cansada pelos dias de trabalho, põe-se a cantar e a dançar nas ruas.
Bom.
Wagner Lopes Pires
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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Grupo de relacionamentos Vida a dois: Marcas do passado. Você acredita que experiências ...: Durante a vida, algumas situações vivenciadas nos marcam profundamente. Desde as primeiras relações afetivas da infância com nossos pais, a...
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Grupo de relacionamentos Vida a dois: A beleza está nos olhos de quem vê?
Grupo de relacionamentos Vida a dois: A beleza está nos olhos de quem vê?: "Muitas vezes, nos deixamos levar por ilusões, quando entramos, sem nos darmos conta na loucura da 'comparação'. A pessoa se compara com o o..."
Lendo nos trilhos.
Tenho reparado a quantidade de livros presentes entre as estações das linhas Verde e Amarela, e até onde vou, na Zona Sul de São Paulo. As "Primeiras Histórias" do Guimaraens, Roland Barthes, mangás, livros de música, administração e outros fazendo companhia ao meu nada solitário "Dentes ao Sol", de Ignacio de Loyola Brandão. Legal.
Bom andar em boa companhia. Livros nos trilhos afinal de contas.
Abraços
Wagner.
Bom andar em boa companhia. Livros nos trilhos afinal de contas.
Abraços
Wagner.
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