Pela primeira vez eu quase sinto o que se diz ser a distância dos presentes. Tido como quase apático, tenho em mim a distância que vai de um ser humano a outro e que penso ser menor do que a existente entre estrelas. Vivi em um mundo habitado por estranhos próximos, calorosos amigos, mulheres bonitas o bastante para alimentar a imaginação e tudo isso permeado por enormes distâncias diárias: trabalho a 40km "de casa", estudo a 30. Anonimato defendendo os pequenos toques, cenas imaginárias ou vistas entre o sono e o sonho. Vi, amei ou tive a mulher a meu lado? Quem era aquela?
Assim, tendo percorrido percursos imaginários, ouve-se, ao fim da rota "para quê?".
Isso me perturba, tira o pouco de sono definido como saudável, devolve uma vagarosa ansiedade: terei que consumir mulheres? percorrer estradas? andar em praias desertas pensando ser magia o que na verdade é fumaça?
Perturbarei a paz ou incomodarei funcionárias públicas? Temerei enfermeiros ou retiro outra parte de meu corpo enquanto dá? Pago o cinema?
Farei um desenho?
Príncipe Suzano. A mitológica mulher nervosa, sabe-se lá por quê, em visões alternativas não persegue seu amante?
Quem se importa - amar a frase que ouvi: Who cares? E, em minha mitologia, amar frases é igual a amar cachorros, que estes, como diria um bêbado morto, sabem que amar é abanar o rabo.
Feliz dezembro.
Wagner Lopes.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Seminário de Crítica Literária no Itaú. João Cezar de Castro Rocha.
Mais uma passagem para assistir ao seminário de crítica do Itaú. Evento bienal, assumiu o formato de um concurso para publicação de estudos críticos em livro - neste ano saiu o segundo volume - acompanhada da realização de debates ou oficinas no Instituto Itaú, de SP.
A primeira coincidiu com a oportunista comemoração (?) de centenário da morte de Machado de Assis (hein?) e não se pode escapar de ouvir uma ou outra bobagem em torno do tema. Entretanto, foi justamente um estudioso de Machado de Assis a grande presença em ambas as edições, João Cezar de Castro Rocha. O professor tem trazido uma visão menos pesada sobre os temas literários, sobre a crítica e mesmo sobre a universidade, e sua exposição passional faz valer a pena assistir a suas intervenções. Participou de ambas as edições e parece mesmo ter-se tornado uma espécie de consultor para o evento (http://conexoesitaucultural.org.br/biblioteca/os-novos-caminhos-da-literatura-brasileira-no-exterior/). Pelas suas contribuições, já o evento pode se considerar justificado. Wagner Lopes Pires
A primeira coincidiu com a oportunista comemoração (?) de centenário da morte de Machado de Assis (hein?) e não se pode escapar de ouvir uma ou outra bobagem em torno do tema. Entretanto, foi justamente um estudioso de Machado de Assis a grande presença em ambas as edições, João Cezar de Castro Rocha. O professor tem trazido uma visão menos pesada sobre os temas literários, sobre a crítica e mesmo sobre a universidade, e sua exposição passional faz valer a pena assistir a suas intervenções. Participou de ambas as edições e parece mesmo ter-se tornado uma espécie de consultor para o evento (http://conexoesitaucultural.org.br/biblioteca/os-novos-caminhos-da-literatura-brasileira-no-exterior/). Pelas suas contribuições, já o evento pode se considerar justificado. Wagner Lopes Pires
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Valdir Lira. Lançamento de CD. Boa MPB.
Sai o CD com composições do Valdir Lira, e passo às pressas a informação que tenho. Valdir é violonista, baixista e outras coisas boas nas cordas, e já era demasiado longa essa espera por ouvir sua obra gravada. Segue o texto. Abraços. Wagner Lopes Pires.
"Gente, ouçam no link abaixo as minhas composições em parceria com o Edu Leal, Violas, Violões e Espiral. As outras também estão maravilhosas e não percam o Show dia 17 próximo no Espaço Cachuera. Valdir Lira"
http://www.myspace.com/edulealcompositor/music/songs/08-espiral-85631194
"Gente, ouçam no link abaixo as minhas composições em parceria com o Edu Leal, Violas, Violões e Espiral. As outras também estão maravilhosas e não percam o Show dia 17 próximo no Espaço Cachuera. Valdir Lira"
http://www.myspace.com/edulealcompositor/music/songs/08-espiral-85631194
domingo, 4 de dezembro de 2011
Ganhar ou perder, mas sempre com DEMOCRACIA
Sócrates democrático Brasileiro. Na minha vida pude ver alguns gênios, alguns em ação, outros falando, outros, simplesmente tomando café. Sócrates é um desses. Outros, Maurício Tratemberg e Rachel de Queirós.
Incrivelmente, todos políticos, libertários, extraordinários.
Eu tinha 8 anos quando vi, estampada na revista, a foto pedagógica do Corinthians - campeão paulista - com a faixa "Ganhar ou perder mas sempre com democracia". Havia algo em jogo além do jogo. Minha consciência incipiente percebeu. Como não perceber?
Sócrates era o maior gênio em uma geração de gênios: Zico, Maradona, Reinaldo e Luís Pereira.
Seus toques, nada menos do que mágicos, eram desconcertantes; seus dribles, irritantes de tanta beleza.
Por essas - talvez - teve a responsabilidade de apresentar a tarja de capitão da maior seleção de todos os tempos, capitaneando Zico, Júnior e Leandro, Cerezo, Falcão e Éder. Treinado por Telê Santana.
O time dos sonhos levava a sina dos revolucionários: encher de amor o planeta, desta vez sob o nome de ARTE. No Brasil, a legenda Sócrates derrubava tabus: jogador bêbado (todos são?), político (muitos são) inteligente (todos são?). A ponto de preferir formar-se em Medicina antes de dedicar-se ao dom máximo que teve.
"Eu tive que inventar um jeito diferente de jogar, devido ao meu tipo físico". "Ia jogar no São Paulo, o Corinthians apenas entrou na negociação para atrapalhar". Citações de memória.
Imprevisível, apenas sua fala era prevista: cortante, firme e geralmente "seca", acompanhada, algumas vezes, pelo riso inteligente. Por isso assistia, quando podia, suas intervenções na televisão Cultura, de São Paulo.
Inteligência que brilha, como um poema.
Sócrates, como Djalminha e Edmundo, nossos "contemporâneos", ou Garrincha, para os mais velhos, mais do que outra coisa é a subversão do futebol. Um Neymar.
A inteligência que dança. Por Sócrates. Um Brasileiro. Ganhar ou Perder. Mas sempre com Democracia. Wagner Lopes Pires
Incrivelmente, todos políticos, libertários, extraordinários.
Eu tinha 8 anos quando vi, estampada na revista, a foto pedagógica do Corinthians - campeão paulista - com a faixa "Ganhar ou perder mas sempre com democracia". Havia algo em jogo além do jogo. Minha consciência incipiente percebeu. Como não perceber?
Sócrates era o maior gênio em uma geração de gênios: Zico, Maradona, Reinaldo e Luís Pereira.
Seus toques, nada menos do que mágicos, eram desconcertantes; seus dribles, irritantes de tanta beleza.
Por essas - talvez - teve a responsabilidade de apresentar a tarja de capitão da maior seleção de todos os tempos, capitaneando Zico, Júnior e Leandro, Cerezo, Falcão e Éder. Treinado por Telê Santana.
O time dos sonhos levava a sina dos revolucionários: encher de amor o planeta, desta vez sob o nome de ARTE. No Brasil, a legenda Sócrates derrubava tabus: jogador bêbado (todos são?), político (muitos são) inteligente (todos são?). A ponto de preferir formar-se em Medicina antes de dedicar-se ao dom máximo que teve.
"Eu tive que inventar um jeito diferente de jogar, devido ao meu tipo físico". "Ia jogar no São Paulo, o Corinthians apenas entrou na negociação para atrapalhar". Citações de memória.
Imprevisível, apenas sua fala era prevista: cortante, firme e geralmente "seca", acompanhada, algumas vezes, pelo riso inteligente. Por isso assistia, quando podia, suas intervenções na televisão Cultura, de São Paulo.
Inteligência que brilha, como um poema.
Sócrates, como Djalminha e Edmundo, nossos "contemporâneos", ou Garrincha, para os mais velhos, mais do que outra coisa é a subversão do futebol. Um Neymar.
A inteligência que dança. Por Sócrates. Um Brasileiro. Ganhar ou Perder. Mas sempre com Democracia. Wagner Lopes Pires
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Grupo de relacionamentos Vida a dois: Transcrição ...
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Grupo de relacionamentos Vida a dois: Transcrição ...: Grupo de relacionamentos Vida a dois: Transcrição da palestra ministrada no encontro ina... : O que é importante mesmo na vida? Se eu lhe...
domingo, 20 de novembro de 2011
Sesc Pinheiros exibe Miles Davis
Enfim uma exposição interessante, bem montada e com artigos que emocionam a valer. A exposição "Queremos Miles", no Sesc Pinheiros até 22/01, com entrada gratuita, permite ver, ouvir e deliciar-se com itens que correspondem às histórias do jazz.
Gênero essencialmente norte-americano e fruto do cruzamento entre as músicas populares e certa erudição, o jazz foi muito bem acolhido também na Europa, fazendo transcender os limites da perseguição racial dentro dos Estados Unidos.
A exposição do Sesc se inicia com a educação do filho da classe média norte-americana supostamente dividido entre os mundos das culturas "branca" e "negra", que encontra lugar entre os gênios do bebop, deixa o estilo em favor de formas amenas, percorre o longo caminho estético e comercial da música "pop" - passando pela "black music", blues, rock e trilhas sonoras de filmes.
A cada sala pode-se descobrir uma nova faceta de Miles, e saborear capas de discos, peças de roupas do músico, revistas, fotos, ouvir áudios de fases distintas e assistir a filmes, documentários e entrevistas com ou sobre Miles.
Ainda por cima, ver de perto instrumentos usados por músicos da altura de John Coltrane, cujo sax também está exposto.
Mais que isso? Só Miles. Wagner Lopes Pires.
Gênero essencialmente norte-americano e fruto do cruzamento entre as músicas populares e certa erudição, o jazz foi muito bem acolhido também na Europa, fazendo transcender os limites da perseguição racial dentro dos Estados Unidos.
A exposição do Sesc se inicia com a educação do filho da classe média norte-americana supostamente dividido entre os mundos das culturas "branca" e "negra", que encontra lugar entre os gênios do bebop, deixa o estilo em favor de formas amenas, percorre o longo caminho estético e comercial da música "pop" - passando pela "black music", blues, rock e trilhas sonoras de filmes.
A cada sala pode-se descobrir uma nova faceta de Miles, e saborear capas de discos, peças de roupas do músico, revistas, fotos, ouvir áudios de fases distintas e assistir a filmes, documentários e entrevistas com ou sobre Miles.
Ainda por cima, ver de perto instrumentos usados por músicos da altura de John Coltrane, cujo sax também está exposto.
Mais que isso? Só Miles. Wagner Lopes Pires.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Os segredos para um relacionamento feliz
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Os segredos para um relacionamento feliz: Você acredita que existem fatores que contribuem para manter um relacionamento feliz? E na paquera, será que existem posturas mais eficazes...
domingo, 2 de outubro de 2011
André Okuma segue firme na programação do Cineclube Adamastor.
Até que eu consiga resolver minhas pendências "computacionais", vou apenas indicar aqui a programação do Cineclube Adamastor, em Guarulhos. Com seleção feita por André Okuma, o evento segue firme, exibindo alguns dos maiores filmes mundiais. Para quem se interessa: http://cineclubeadamastor.blogspot.com/. Abraços.
Dois filmes: "Matador" e "O colecionador".
Tenho falado de tantos filmes apenas bons, que gostaria de falar de dois que, sem nenhuma concessão, são dos meus preferidos. E muito bons: "O Colecionador", de William Wyler, de 1965 (dizem que há versões disponíveis para download, não vi), e "Matador", de Almodovar.
Justiça seja feita (?) para com o cineasta espanhol. Nem tudo que ele faz é novela da globo. E até que gosto, de vez em quando de ver novela.
Mas "Matador" é incrível, percorrendo a tênue distância entre o sexo e a morte. Um toureiro aposentado repete com suas amantes os gestos fatais que realizara nas arenas. Muito bom.
"O colecionador", além da assinatura de Wyler, traz um sufocante caso de amor e obsessão, para quem tem nervos "de aço".
A surpresa que tive com "O colecionador", adaptação cinematográfica de um romance homônimo, só quase se repetiu em "Louca Obsessão" e no fim decepcionante ou revelador de "Eu", obra-prima (gosto é que nem nariz) de Walter Hugo Khouri, que menciono de novo.
Abraço, Wagner.
Justiça seja feita (?) para com o cineasta espanhol. Nem tudo que ele faz é novela da globo. E até que gosto, de vez em quando de ver novela.
Mas "Matador" é incrível, percorrendo a tênue distância entre o sexo e a morte. Um toureiro aposentado repete com suas amantes os gestos fatais que realizara nas arenas. Muito bom.
"O colecionador", além da assinatura de Wyler, traz um sufocante caso de amor e obsessão, para quem tem nervos "de aço".
A surpresa que tive com "O colecionador", adaptação cinematográfica de um romance homônimo, só quase se repetiu em "Louca Obsessão" e no fim decepcionante ou revelador de "Eu", obra-prima (gosto é que nem nariz) de Walter Hugo Khouri, que menciono de novo.
Abraço, Wagner.
"A verdadeira história do século XX", por Cláudio Willer.
Meses atrás assisti à primeira leitura pública de "A verdadeira história do século XX", novo livro poético de Claudio Willer. O poeta, ensaísta e tradutor teve a generosidade de ler os textos antecipando sua publicação, já em andamento.
Reunidos no Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, velhos e novos poetas se revezaram na leitura de textos vindos em grande parte das Oficinas de Willer por todo o país. Inclusive, deve-se mencionar a presença de Chiu Yi Chih, performer-poeta chinês radicado em São Paulo, cuja atuação fica cada vez mais marcante.
Claudio Willer, em aproximados 80 minutos, fez algo próximo - óbvio que não estive nesta outra - ao que deve ter ocorrido na leitura histórica de "Howl" na galeria Six. Não pelo barulho, que afinal de contas poderia ter sido mais alto, mas pelo valor do texto.
Difícil acompanhar a leitura e não perceber que se estava diante de algo grande.
Todo sucesso ao livro. Wagner Lopes Pires
Preconceitos: um livro e dois filmes.
Há dois filmes dos quais eu nem faço muita questão que no entanto merecem menção: "Billie Elliot" e "Carne Trêmula". Pelos motivos errados, claro. "Billie Elliot" é um filme interessante, mas "Carne Trêmula", como tudo que Almodovar fez - que eu vi - com exceção de "Matador", é uma perda de tempo.
Então por que mencioná-los. Lembrei-me há poucos dias do Billie Elliot, personagem que aparentemente sem saber desafia o preconceito de que garotos não possam dançar. E o vence. Difícil não se comover com o empenho de seu pai, personagem que representa todos os estereótipos e os lança em dois golpes à lata de lixo.
Se um personagem devesse entrar em qualquer história do cinema como coadjuvante especial, este seria o pai de Billie Elliot.
Assistindo "Carne Trêmula", uma sucessão de bobagens, é difícil não pensar que a ONU deveria usá-lo para orientar pessoas que por algum motivo perderam a mobilidade. Há mais a comparar entre o policial interpretado por Javier Barden e o alter ego de Marcelo Rubens Paiva, no romance "Feliz Ano Velho", do que se pode pensar.
Ambos tratam sem dó nem pieguice do tema da readaptação de paraplégicos/tetraplégicos, o que faz com que pelo menos sejam olhados, filme e livro.
Ainda mais quando finalmente, e não sei o quanto, a cidade de São Paulo está escancarando a discussão sobre a acessibilidade. É isso.
Wagner..................
Então por que mencioná-los. Lembrei-me há poucos dias do Billie Elliot, personagem que aparentemente sem saber desafia o preconceito de que garotos não possam dançar. E o vence. Difícil não se comover com o empenho de seu pai, personagem que representa todos os estereótipos e os lança em dois golpes à lata de lixo.
Se um personagem devesse entrar em qualquer história do cinema como coadjuvante especial, este seria o pai de Billie Elliot.
Assistindo "Carne Trêmula", uma sucessão de bobagens, é difícil não pensar que a ONU deveria usá-lo para orientar pessoas que por algum motivo perderam a mobilidade. Há mais a comparar entre o policial interpretado por Javier Barden e o alter ego de Marcelo Rubens Paiva, no romance "Feliz Ano Velho", do que se pode pensar.
Ambos tratam sem dó nem pieguice do tema da readaptação de paraplégicos/tetraplégicos, o que faz com que pelo menos sejam olhados, filme e livro.
Ainda mais quando finalmente, e não sei o quanto, a cidade de São Paulo está escancarando a discussão sobre a acessibilidade. É isso.
Wagner..................
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Renata posta vídeos interessantes sobre poesia: Tadeu Jungle, Roberto Piva e Jairo Ferreira
Caros,
Deu um trabalhão, mas consegui subir no Youtube dois registros audiovisuais independentes paulistanos. São tão raros quanto experimentais. Ambos fazem parte do resgate que a gente fez no meu livro, "Os Dentes da Memória". Vou reunindo tudo no meu blog e postando historinhas paralelas assim que possível.
O primeiro é do Tadeu Jungle, uma das cabeças por trás da TVDO. "Herois da Decadensia" (sic) é de 1987, mistura Supla com Roberto Piva e D. Paulo Evaristo Arns. Prato cheio também em termos de linguagem audiovisual, pra quem não conhece ou quer rever.
O segundo é um Super 8 do Jairo Ferreira, crítico de cinema e diretor, filmado num evento poético e multimídia muito louco criado pelo Roberto Bicelli para o lançamento de seu primeiro livro, em 1977. Tem leituras de Roberto Piva, Claudio Willer, e até do Eduardo Gianetti da Fonseca -- sempre candidato a uma vaga de Ministro da Fazenda --, que não quis dar entrevista pro nosso livro (heheheh). "Antes que eu me esqueça" também tem academia de sumô, música de Jorge Mautner e Nelson Jacobina, e um negócio então muito moderno em São Paulo, chamado fliperama.
Está tudo aqui: http://magiconsundays.blogspot.com/ Basta ir rolando a página um pouquinho pra baixo...
(Agora só falta banirem do Youtube por violação de direitos autorais de gente que sequer está ganhando dinheiro com isso...)
beijos,
RENATA
Nesta segunda: Roberto Bicelli lança Ego Trip no Shopping Higienópolis!
anotem, please: próxima segunda-feira, dia 3 de outubro, das 19 às 22, no shopping higienópolis, livraria da vila, piso pacaembu.
atenção: shopping higienópolis, não confundam com outras sedes da mesma livraria. rsss
claro que estaremos juntos nessa trip. como bom virginiano, lembro que inúmeros são os motivos para não se ir. para ir só dois: amizade
e, se der certo, uma leitura boa pra metrô, ônibus, avião, banheiro, trânsito parado, sala de espera, insônia, praia, calço de porta, amores novos, amores perdidos, up grade sexual e o que mais um livro possa provocar, inclusive o tédio.
bjs e até lá.
atenção: shopping higienópolis, não confundam com outras sedes da mesma livraria. rsss
claro que estaremos juntos nessa trip. como bom virginiano, lembro que inúmeros são os motivos para não se ir. para ir só dois: amizade
e, se der certo, uma leitura boa pra metrô, ônibus, avião, banheiro, trânsito parado, sala de espera, insônia, praia, calço de porta, amores novos, amores perdidos, up grade sexual e o que mais um livro possa provocar, inclusive o tédio.
bjs e até lá.
r.bicelli
domingo, 25 de setembro de 2011
Smurfs, Across the Universe e um pouco de cinema.
Tenho resistido a assistir filmes, mas os últimos livros que tenho lido me gritam: ISTO DARIA UM FILME.
Vejamos:
1) "Os dentes da memória", de Renata d'Elia e Camila Hungria: entrevistas com autores paulistas que eu gostaria de ver filmadas. Fácil de encontrar.
2) "Dentes ao Sol", este, penso que sairia melhor das mãos de Fernando Meirelles, o genial (não menos que isso) autor de Blindness/Ensaio sobre a cegueira. Hoje, penso que só Meirelles poderia construir aquela atmosfera de sonhos do livro, imperdível, de Ignácio de Loyola Brandão.
3) "O enterro da Cafetina", de Marcos Rey. Este, nas mãos de André Okuma, com produção minha... ehehehe.
4) "Ego Trip", de Roberto Bicelli. Sai agora, dia 3 de Outubro. Lançamento em Higienópolis, mas eu e a internet inteira divulgaremos o endereço.
5) "Memórias de um Gigolô", também de Marcos Rey. Este, se não me engano, já virou filme. Ok. Inclusive, fez-me pensar no ótimo filme "Noite Vazia", um dos meus preferidos, de Walter Hugo Khoury.
Ainda assim, não engano ninguém. Fui ao Olido, mas acabei mesmo foi vendo os Smurfs. Tanta ternura. Gostei da adaptação, forçada em parte no quesito tributo com as repetidas referências ao autor da série em quadrinhos, Peyo.
Para pessoas sem coração, Smurfs - ou Stroumphs - são personagens de quadrinhos criados pelo desenhista belga Peyo, se não me engano para serem publicados pela francesa PILOTE. De personagens secundários a protagonistas e depois a sucesso internacional na adaptação televisiva, e ainda como brinquedos e toda sorte de produtos licenciados esses personagens são caso "clássico" da comunicação de massas, além de seu apelo eficaz à fantasia. Vê-los na telona pode não dizer nada ao adulto que sou mas é reconfortante à criança que fui.
Finalmente, outro "mais ou menos". Se alguém tiver dúvida, "Across the Universe", baseado em canções dos Beatles, tem lá seus 2 minutos de cinema, não mais. Quem vir os "clipes" de Helter Skelter - na segunda aparição, no filme - ou a cena em que aparecem os "strawberries" perfurados, como resposta às pessoas que dissessem que música pop e alienação política são sinônimos, provavelmente se esquecerá da tentativa frustrada de mostrar "personagens" tentando viver a "história por trás das canções" do grupo.
Além dos "vídeo-clipes", apenas as passagens pela cinzenta Liverpool (cinzenta no filme, até mesmo em contraste com as "cores" da época) fazem valer a pena assistir ao filme. Esse tom cinza, aliás, só fez com que eu lembrasse e gostasse um pouco mais de Billy Elliot, ao qual é impossível não fazer menção, em uma das cenas mais bonitas de "Across the Universe", quando toda (?) Liverpool, aparentemente cansada pelos dias de trabalho, põe-se a cantar e a dançar nas ruas.
Bom.
Wagner Lopes Pires
Vejamos:
1) "Os dentes da memória", de Renata d'Elia e Camila Hungria: entrevistas com autores paulistas que eu gostaria de ver filmadas. Fácil de encontrar.
2) "Dentes ao Sol", este, penso que sairia melhor das mãos de Fernando Meirelles, o genial (não menos que isso) autor de Blindness/Ensaio sobre a cegueira. Hoje, penso que só Meirelles poderia construir aquela atmosfera de sonhos do livro, imperdível, de Ignácio de Loyola Brandão.
3) "O enterro da Cafetina", de Marcos Rey. Este, nas mãos de André Okuma, com produção minha... ehehehe.
4) "Ego Trip", de Roberto Bicelli. Sai agora, dia 3 de Outubro. Lançamento em Higienópolis, mas eu e a internet inteira divulgaremos o endereço.
5) "Memórias de um Gigolô", também de Marcos Rey. Este, se não me engano, já virou filme. Ok. Inclusive, fez-me pensar no ótimo filme "Noite Vazia", um dos meus preferidos, de Walter Hugo Khoury.
Ainda assim, não engano ninguém. Fui ao Olido, mas acabei mesmo foi vendo os Smurfs. Tanta ternura. Gostei da adaptação, forçada em parte no quesito tributo com as repetidas referências ao autor da série em quadrinhos, Peyo.
Para pessoas sem coração, Smurfs - ou Stroumphs - são personagens de quadrinhos criados pelo desenhista belga Peyo, se não me engano para serem publicados pela francesa PILOTE. De personagens secundários a protagonistas e depois a sucesso internacional na adaptação televisiva, e ainda como brinquedos e toda sorte de produtos licenciados esses personagens são caso "clássico" da comunicação de massas, além de seu apelo eficaz à fantasia. Vê-los na telona pode não dizer nada ao adulto que sou mas é reconfortante à criança que fui.
Finalmente, outro "mais ou menos". Se alguém tiver dúvida, "Across the Universe", baseado em canções dos Beatles, tem lá seus 2 minutos de cinema, não mais. Quem vir os "clipes" de Helter Skelter - na segunda aparição, no filme - ou a cena em que aparecem os "strawberries" perfurados, como resposta às pessoas que dissessem que música pop e alienação política são sinônimos, provavelmente se esquecerá da tentativa frustrada de mostrar "personagens" tentando viver a "história por trás das canções" do grupo.
Além dos "vídeo-clipes", apenas as passagens pela cinzenta Liverpool (cinzenta no filme, até mesmo em contraste com as "cores" da época) fazem valer a pena assistir ao filme. Esse tom cinza, aliás, só fez com que eu lembrasse e gostasse um pouco mais de Billy Elliot, ao qual é impossível não fazer menção, em uma das cenas mais bonitas de "Across the Universe", quando toda (?) Liverpool, aparentemente cansada pelos dias de trabalho, põe-se a cantar e a dançar nas ruas.
Bom.
Wagner Lopes Pires
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Marcas do passado. Você acredita que experiências ...
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Marcas do passado. Você acredita que experiências ...: Durante a vida, algumas situações vivenciadas nos marcam profundamente. Desde as primeiras relações afetivas da infância com nossos pais, a...
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Grupo de relacionamentos Vida a dois: A beleza está nos olhos de quem vê?
Grupo de relacionamentos Vida a dois: A beleza está nos olhos de quem vê?: "Muitas vezes, nos deixamos levar por ilusões, quando entramos, sem nos darmos conta na loucura da 'comparação'. A pessoa se compara com o o..."
Lendo nos trilhos.
Tenho reparado a quantidade de livros presentes entre as estações das linhas Verde e Amarela, e até onde vou, na Zona Sul de São Paulo. As "Primeiras Histórias" do Guimaraens, Roland Barthes, mangás, livros de música, administração e outros fazendo companhia ao meu nada solitário "Dentes ao Sol", de Ignacio de Loyola Brandão. Legal.
Bom andar em boa companhia. Livros nos trilhos afinal de contas.
Abraços
Wagner.
Bom andar em boa companhia. Livros nos trilhos afinal de contas.
Abraços
Wagner.
Arcanjo Ianelli
Vai às pressas e de orelha. A exposição "Doação do Artista" presente na Pinacoteca do Estado, em São Paulo (Av. Tiradentes) trouxe obras pertencentes à própria pinacoteca, doadas do acervo de Ianelli. Se já seria uma experiência marcante observar essas telas, por que não compartilhar - e conferir - a informação de que elas farão parte do acervo permanente da casa?
Abraços.
Wagner Lopes Pires
Abraços.
Wagner Lopes Pires
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Preconceito, você tem?
Grupo de relacionamentos Vida a dois: Preconceito, você tem?: "Preconceito, como o próprio nome já diz, é pré, algo que você não conhece e por algum motivo você “julga” antes mesmo de dar a oportunidade..."
domingo, 7 de agosto de 2011
Os dentes da Memória, de Camila Hungria e Renata d'Elia
"Os dentes da memória" chega às livrarias. É o livro de estreia das jornalistas Renata d'Elia e Camila Hungria que se dedicaram a um momento particularmente importante da literatura brasileira, o surgimento de uma geração de escritores, a Geração 60, a partir do relacionamento biográfico e estético de alguns de seus principais autores: Cláudio Willer, Roberto Piva, Roberto Bicelli e Antonio Fernando de Franceschi. É conhecida nossa/minha admiração e interesse pelo trabalho desses autores, o que torna ainda mais celebrada a chegada do livro.
Focalizando a relação de amizade entre estes personagens, Hungria e d'Elia fazem passar, por suas próprias vozes, algo do sabor e da aventura experimentados por jovens amigos que aprendiam uns com os outros, que compartilharam seus interesses e referências e mesmo colaboraram em diversos momentos da produção crítica ou artística uns dos outros, vivendo integralmente as experiências tidas como "marginais" enquanto inovaram o repertório poético da literatura nacional.
Piva e Willer chegaram a ser contados entre os escritores surrealistas, pela publicação do grupo surrealista francês, Bicelli antecedeu em muito o que ficaria depois chamado de "poesia marginal" seguindo o veio lírico-satírico de sua poesia, e Antonio de Franceschi viria a produzir a mais saborosa poesia "oriental" ou "filosófica" desde essa época, todos se confirmando como autores entre os mais importantes da literatura desde que apareceram para a literatura.
Há outros, não presentes no livro, deixando a dica para os próximos pesquisadores. O trabalho de d'Elia e Hungria dá um passo importante na direção da revalorização de uma geração literária que vem atraindo atenção e se consagrando como referência.
Lembremos: entre todas as revelações ou registros, ainda há uma seleção de fotos, reprodução de textos e documentos, confirmando o cuidado das autoras e a qualidade do trabalho da editora, a Azougue Editorial, que vem se esforçando para colaborar em muito para que essas informações e acervos sejam publicados. Pela mesma editora podem ser encontrados outros escritores da mesma geração, igualmente à espera de um estudo dedicado e de qualidade como foi o trabalho das jornalistas, neste "Os dentes da memória".
Focalizando a relação de amizade entre estes personagens, Hungria e d'Elia fazem passar, por suas próprias vozes, algo do sabor e da aventura experimentados por jovens amigos que aprendiam uns com os outros, que compartilharam seus interesses e referências e mesmo colaboraram em diversos momentos da produção crítica ou artística uns dos outros, vivendo integralmente as experiências tidas como "marginais" enquanto inovaram o repertório poético da literatura nacional.
Piva e Willer chegaram a ser contados entre os escritores surrealistas, pela publicação do grupo surrealista francês, Bicelli antecedeu em muito o que ficaria depois chamado de "poesia marginal" seguindo o veio lírico-satírico de sua poesia, e Antonio de Franceschi viria a produzir a mais saborosa poesia "oriental" ou "filosófica" desde essa época, todos se confirmando como autores entre os mais importantes da literatura desde que apareceram para a literatura.
Há outros, não presentes no livro, deixando a dica para os próximos pesquisadores. O trabalho de d'Elia e Hungria dá um passo importante na direção da revalorização de uma geração literária que vem atraindo atenção e se consagrando como referência.
Lembremos: entre todas as revelações ou registros, ainda há uma seleção de fotos, reprodução de textos e documentos, confirmando o cuidado das autoras e a qualidade do trabalho da editora, a Azougue Editorial, que vem se esforçando para colaborar em muito para que essas informações e acervos sejam publicados. Pela mesma editora podem ser encontrados outros escritores da mesma geração, igualmente à espera de um estudo dedicado e de qualidade como foi o trabalho das jornalistas, neste "Os dentes da memória".
domingo, 31 de julho de 2011
Vida a Dois: texto de divulgação
O Instituto Brasileiro de Ciência e Psicanálise, de São Paulo, está promovendo um grupo "Vida a dois", dedicado a entender relacionamentos. Seguem a dica e o texto tirado de http://grupo-vida-a-dois.blogspot.com/.
Rua Heitor Penteado, 964, Sumarezinho,SP. Telefone 3868-4063. Site: www.ibcppsicanalise.com.br.
Rua Heitor Penteado, 964, Sumarezinho,SP. Telefone 3868-4063. Site: www.ibcppsicanalise.com.br.
A busca pelo amor.
Existe algum outro momento na vida de um ser humano no qual ele se sinta tão pleno e realizado como quando ama e é amado?
Por amor, são realizados tanto os gestos mais sublimes quanto as atitudes mais incompreensíveis, movidas, muitas vezes, pelo ciúme e até mesmo por mágoas.
Seja qual for o caso é impossível não perceber como uma pessoa pode ser afetada ou mesmo modificada quando ama e/ou é amada.
Se por um lado o amor pode dar sentido à vida, também percebemos o quanto experiências amorosas malsucedidas podem marcar profundamente uma pessoa, afetando, sem que ela se dê conta, os relacionamentos que terá ao longo de sua vida.
Alguns se bloqueiam para não mais sofrer por amor, e na ânsia de evitar o sofrimento acabam por “atrair” relacionamentos cada vez mais destrutivos e, como em um círculo vicioso, provocam um sofrimento ainda maior.
Mesmo quando pensam ter encontrado a pessoa “certa”, as dificuldades de uma vida a dois não são menores. Algumas vezes, ao repetir os mesmos erros, chegam ao resultado aparentemente inevitável: fracassam outra vez.
Para “quebrar” o círculo vicioso é necessário olhar para dentro de si, e se permitir limpar emoções negativas que foram sendo acumuladas ao longo do tempo como, por exemplo, a raiva, o medo de sofrer, a tristeza, a rejeição e, principalmente, a perda.
Isso se faz necessário na medida em que, ao renovar suas energias e atitudes você tem a oportunidade de redescobrir sua capacidade de amar.
Você busca o amor em sua vida?
Virgínia Fernandes
sexta-feira, 17 de junho de 2011
José Alaércio e César Borges fazem lançamento este fim de semana em Guarulhos
Tendo sido aprovados para distribuição para toda a rede pública estadual, os livros de José Alaércio Zamuner - "Cantare Estórias", e César Magalhães Borges - "Ciclo da Lua" serão lançados neste fim de semana, na noite de sábado, 18 de junho, a partir das 19h, em Guarulhos.
Será na sala Nice do Hotel Mônaco. Rua Diogo de Faria, 137, Centro. Não perco por nada.
Ficam aqui a repercussão do evento e anúncio da tentativa de trazer, para logo, uma matéria-entrevista com Alaércio, o poeta zaum-rural-roqueiro mais interessante do planeta, e seu companheiro de armas, César Magalhães, que têm formado quase que uma geração de escritores pelo mundo afora.
Comemoremos, já que ambos são referências. E é preciso comemorar as referências. Alaércio, por exemplo, tem sido "seguido" por este bloguista roqueiro e, toda vez responde com entusíástica indicação de que "as asas da liberdade voarão sobre nossas cabeças".
César, indiretamente, tem sido visto como mestre por toda uma gama de artistas que o acompanham em suas aulas-andanças. Isso já justificaria a festa.
Assim, deixo anotada a importância de ambos, e fica registrada minha enorme alegria.
E para breve, a leitura de suas obras. Wagner Lopes Pires.
Será na sala Nice do Hotel Mônaco. Rua Diogo de Faria, 137, Centro. Não perco por nada.
Ficam aqui a repercussão do evento e anúncio da tentativa de trazer, para logo, uma matéria-entrevista com Alaércio, o poeta zaum-rural-roqueiro mais interessante do planeta, e seu companheiro de armas, César Magalhães, que têm formado quase que uma geração de escritores pelo mundo afora.
Comemoremos, já que ambos são referências. E é preciso comemorar as referências. Alaércio, por exemplo, tem sido "seguido" por este bloguista roqueiro e, toda vez responde com entusíástica indicação de que "as asas da liberdade voarão sobre nossas cabeças".
César, indiretamente, tem sido visto como mestre por toda uma gama de artistas que o acompanham em suas aulas-andanças. Isso já justificaria a festa.
Assim, deixo anotada a importância de ambos, e fica registrada minha enorme alegria.
E para breve, a leitura de suas obras. Wagner Lopes Pires.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Ego-Trip. Roberto Bicelli.
Escrito como um diário, EGO-TRIP, livro de Roberto Bicelli, promove uma viagem aos sentidos, com a profusão de informações mediadas pela sensualidade que só Roberto Bicelli, atualização imprevista de Oswald-Mário e Jorge Amado, poderia oferecer. A história se passa em 1983, e o texto faz viajar nas cores políticas e na geografia do período, fazendo referências aos esforços de acomodação que só quem viveu o período sabe: “sou PMDB, mas votaria no PDS se o homem fosse bom”, revela, a certa altura, um dos diversos personagens que aparecem durante a história.
Bicelli encontra pessoas, relembra suas origens míticas, poéticas ou genéticas, e descobre aos poucos com quantos passos se faz um caminho, como convém ao caminhante.
Já que o livro está para sair, penso na coincidência feliz se surgir a público junto ao centenário do baiano Jorge Amado. Nada mal para uma viagem que começa pelo encontro com amigos na carnavalizada Salvador, segue sertão adentro, e país acima.
Revelação de paisagens humanas. Fotografias de geografias pessoais. EGO-TRIP.
Reservem passagens. Esta viagem promete. Para paulistas, Macunaíma. Para demais, Bicelli se apresenta o Hemmingway capaz de produzir relatos comoventes e retratos inesquecíveis.
Wagner Lopes Pires
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Bicelli. Lendo sua EGO TRIP.
ENQUANTO LEIO ROBERTO BICELLI – TODO MUNDO CONHECE MINHA IMPOSSIBILIDADE DE FOCAR ATENÇÃO POR MUITO TEMPO – SAIO APENAS PARA VER UM GOL ARTICULADO PELOS DRIBLES DO IMPREVISÍVEL NEYMAR, NA TV, OUÇO UMA COISA SOBRE DÉCIO BAR, E RETORNO, MAIS PÁGINAS. MAIS UMA PARADA. DESTA VEZ, ENTRE I-CARLY E OUTRAS COISAS PENSO SÉRIO EM FILMAR BICELLI. PENSO QUE ELE É A EGOTRIP QUE EU PRETENDO FAZER O FILME OUVINDO-O FALAR, PORQUE SUA LITERATURA TEM SEMPRE ALGO ELEGANTE, OLHO SOBRE OS SORRISOS DE CARLY, E VEJO À DIREITA A PAGU, ESCRITORA DE ESQUERDA QUE BRIGAVA ENTRE OUTRAS COISAS PELA LITERATURA DE VANGUARDA, E MAIS À ESQUERDA, ENTRE LIVROS UMA BIOGRAFIA DE SERGUEI EISENSTEIN, CINEASTADESENHISTA QUE BRIGAVA PELA ARTE DE VANGUARDA. BICELLI SONHA EM SER UM CLÁSSICO (É O QUE DIZ SUA PERSONAGEM EM EGO TRIP) E TRAZ MUITO DESSE ASPECTO DE GIDE, DE UMA ESCRITA CLARA, TRUNCADA APENAS PELOS ACORDES DA MÚSICA INTELIGÍVEL. POR ISSO SAIO DA CENA.
COM UMA CERTEZA. QUERO FILMAR BICELLI. POESIA.
Biográfica.
Wagner Lopes Pires
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Cultura, documentários.
Este mês de maio está com uma programação interessante de documentários na TV Cultura, de São Paulo. Pude ver "Robert Capa, no amor e na guerra", em abril, e "Che Guevara, os diários bolivianos", agora em maio. Esta semana, pude rever - quase compreender - "Maio que abalou a França", dirigido por William Klein (lançado em 1978) e que por muitos motivos me representa.
Tributário dos sujeitos que popularizaram a calça jeans e o hábito de frequentar os alojamentos das mulheres, parte daquele discurso hoje é estranho, tanto para mim quanto para qualquer pessoa, sobretudo na expectativa de uma revolução que ainda não entendo.
Mas a evidente liberdade de captação, recolhendo - gravadores e câmeras a postos - as falas mais diferentes, de pessoas mais distantes umas das outras, e a tentativa de agrupar isso tudo numa "narrativa" faz de "Maio que abalou a França" quase que uma referência para o cinema documentário.
Se podemos - como sempre fazemos - questionar a opção ("recorte") do diretor, este é um caso em que, pelo menos, ele foi distraído (?) ou democrático para ouvir, deixar falarem, os personagens mais disparatados, sem nenhuma busca pela "coerência discursiva", política.
Sem privilegiar uma ou outra tendência, ouviu e filmou pessoas de todos os matizes políticos.
Óbvio que, convidado pelos estudantes, privilegia seu ponto de vista. O que aumenta o "sabor" do filme.
Afinal, documentário também tem história para contar.
Wagner.
Tributário dos sujeitos que popularizaram a calça jeans e o hábito de frequentar os alojamentos das mulheres, parte daquele discurso hoje é estranho, tanto para mim quanto para qualquer pessoa, sobretudo na expectativa de uma revolução que ainda não entendo.
Mas a evidente liberdade de captação, recolhendo - gravadores e câmeras a postos - as falas mais diferentes, de pessoas mais distantes umas das outras, e a tentativa de agrupar isso tudo numa "narrativa" faz de "Maio que abalou a França" quase que uma referência para o cinema documentário.
Se podemos - como sempre fazemos - questionar a opção ("recorte") do diretor, este é um caso em que, pelo menos, ele foi distraído (?) ou democrático para ouvir, deixar falarem, os personagens mais disparatados, sem nenhuma busca pela "coerência discursiva", política.
Sem privilegiar uma ou outra tendência, ouviu e filmou pessoas de todos os matizes políticos.
Óbvio que, convidado pelos estudantes, privilegia seu ponto de vista. O que aumenta o "sabor" do filme.
Afinal, documentário também tem história para contar.
Wagner.
domingo, 8 de maio de 2011
Poema: Wagner
Chi lo sà?
O homem teme o mar
tem que temer?
tem que amanhecer
todo dia
no braço da amada
ou num pedaço de mar?
Chi lo sà?
O homem teme o mar
tem que temer?
tem que amanhecer
todo dia
no braço da amada
ou num pedaço de mar?
Chi lo sà?
sexta-feira, 6 de maio de 2011
A Beleza do Horror
Crítica do curta-metragem “A História de Lia”
O curta-metragem "A História de Lia" surgiu a partir do projeto “Tatúrula, Sinfonia do Medo”, que nasceu no ano de 2002 quando Rubens Mello era vocalista da banda homônima (Tatúrula). Da proposta de lançar um CD com uma HQ, Rubens teve a iniciativa de elaborar o texto e assim dar inicio à produção. Mas por inúmeros problemas o projeto teve que ir para a gaveta, mas percebendo o potencial imagético das histórias, Rubens decidiu adaptar as histórias do HQ para cinema. E em parceria com Rogério Schiavinatto, que conheceu durante as filmagens do curta “A Chácara Maldita”, deram inicio ao processo de produção em novembro de 2008.
“Tatúrula, Sinfonia do Medo” se tornou então um projeto composto de sete contos macabros com temas tabus atuais e violentos, no qual “A História de Lia” é a primeira história do projeto produzida. Ancorada no tripé drogas, sexo e loucura, o curta-metragem retrata de forma onírica a realidade nua e crua estampada nos noticiários da TV.
Sinopse: Lia é uma adolescente que vive num lar doentio e violento. Para fugir das freqüentes tensões do dia a dia, ela se envolve com um grupo de jovens marginais e acaba por se entregar às drogas. Mas a tragédia se desencadeia quando ela é possuída por sua amiga invisível.
“A História de Lia” vai além do lugar comum dos filmes de horror por uma característica muito interessante: o filme tem uma beleza visual impressionante, a fotografia aliada perfeitamente a direção de arte cria planos e enquadramentos de qualidade estética fabulosa, a luz, a cor, a textura, as linhas, os contrastes dão um clima onírico que é absolutamente hipnótico, ouso comparar sua beleza pictórica a Jean-Baptiste Chardin, pintor barroco de Natureza-Morta, injustamente considerado um gênero menor na pintura (assim como é o horror no cinema), Chardin tem um quadro chamado “A Arraia”, que é uma obra extremamente impactante, impressionando todos na época, inclusive Denis Diderot, importante filósofo e também considerado o maior crítico de arte de sua época. Mas, qual a semelhança das duas obras? É a beleza a partir do horror, do repugnante, pois mesmo retratando algo tão repulsivo, o quadro tem uma relação entre composição, textura e cor pontual, que cria um fascínio ao expectador, e o filme de Rubens faz o mesmo. A locação do casarão abandonado é de uma beleza plástica instigante, já nos primeiros planos do filme, em contra-plongè (câmera enquadrando de baixo para cima), a câmera demonstra a imponência deste casarão decadente, de textura áspera e assustadora, a câmera faz um travelling adentrando nesta casa, a porta é gigante (graças a lente grande angular muito bem utilizada), porta que é um grande signo visual, é a entrada, o começo, a passagem, a ligação de um lugar comum para um novo mundo, e que mundo é este em que seremos transportados, cuja porta é de um imponente casarão abandonado, decadente, sujo, áspero e sombrio? Não precisa de prólogo, narração, legenda, explicação de nada, a introdução explica tudo, só com imagem. Cinema puro!
A montagem é o outro grande destaque do curta, de forma não linear, que lembra muito David Lynch em sua obra prima “Cidade dos Sonhos”, o curta alterna flashbacks, presente, delírios e realidade. Nos contrapontos tempo-espaço vemos a inocência de uma criança, justaposta ao clímax de uma “bad trip”, o sensual e o grotesco, o bom e mau, o irreal e o real, o passado confuso, um futuro impreciso, sem explicação aparente, apenas planos sobre planos, signos sobre signos, sensação sobre sensação, tudo orquestrado pela montagem, o que nos faz entender o que Eisenstein (grande cineasta russo e teórico da montagem cinematográfica) queria nos dizer quando escreveu que a montagem no Cinema tem que ser um soco no estômago, não tem que ter “historinha” tem que ter imagem somada a outra imagem gerando um novo sentido, e esse sentido têm que ser o soco no estômago, um “Cinema Punho”, e o filme de Rubens parece nos dar socos incessantes, inserindo-nos diretamente no surto psicótico da personagem Lia.
“A História de Lia” consegue também algo muito difícil, principalmente no cinema fantástico: a verossimilhança. O espectador nessa enxurrada de imagens sobrepostas consegue entrar na história, nos delírios, na angústia, no horror, sem “sair” do filme, ficamos todos absortos, “acreditamos” nas imagens, tudo é verossímil, seja pelo argumento amparado em teorias reais da psicanálise, seja pela grande interpretação da atriz Karina Bez Bati, seja pela extrema qualidade de efeitos visuais do curta. Sua verossimilhança não depende de uma dramaturgia romanceada, típica do cinema convencional, seu cinema depende apenas das imagens que ele cria, citando outro Russo, “A História de Lia” nos remete ao manifesto de Dziga Vertov, que dizia que o cinema deve expulsar os intrusos, principalmente o teatro, e deixar o cinema na sua forma mais pura: a imagem, aquela que só uma câmera pode captar. Rubens consegue também essa proeza, a do “Cinema Puro”, seu curta não tem nem diálogos, só imagens!
“História de Lia” é sem dúvida um filme excepcional, elogiado e reconhecido pelo mestre José Mojica Marins, e não o bastante, o curta ganhou o prêmio de melhor direção no 5° Cinefantasy 2010 e estará representando o Brasil em alguns países da Europa como Portugal, Itália, Finlândia, entre outros. Daqui para frente, o resto é história.
André Okuma
Veja o Teaser:
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Uma exposição que não fez jus ao artista. Alexsandr Rodchenko em SP.
A exposição com fotografias de Aleksandr Rodchenko fica aberta até 1º de maio, domingo próximo. Duas coisas posso dizer: 1) Rodchenko, por si, é de fato uma página pioneira e incontornável na fotografia, nas artes gráficas e mesmo nas artes plásticas, ou na chamada "arte moderna", no que ela tem de inventivo junto à Vanguarda Russa. Mas isso não faz a exposição ganhar por si em valor. 2) Se Aleksandr Rodchenko reconhecidamente é um dos nomes importantes e acessíveis, já que é a segunda exposição do artista em São Paulo em pouco menos de 15 anos (a outra foi no MAM de São Paulo, em 1997), a exposição poderia ser melhor trabalhada em sua montagem.
Não adianta nada empilhar fotos em paredes ou amontoar informações em expositores "do século passado". Principalmente, há um discurso que acredito poder ser contado: senão o discurso de uma geração que aplicou sua arte no empenho de uma "transformação" da sociedade, pelo menos pode-se deixar mais clara a distinção entre arte criativa e trabalho maquinal, encomendado.
Seria proveitoso perceber - pelo menos com uma disposição mais "voluntariosa" - como é o período criativo, heróico, de um projeto compartilhado por artistas construtivos, futuristas e pelos vanguardistas em geral, quando cinema, poesia e lirismo se impregnam mutuamente, e como é a cópia da cópia, na produção de volumes corporais para mostrar suspeitas organizações plásticas na coreografia militar e totalitária dos soviéticos. Algo em que Leni Rienfensthal demonstrou ser praticamente perfeita, ao mitificar outra criatura, o nazismo. Uma outra terrível e conhecida ditadura. Em lugar de pensar na "grandiosidade" do comunismo, a cada russa massuda que vi posar para a assinatura do artista, penso no engodo dessas demonstrações fascistas, à esquerda ou à direita.
Depois de 1930, ou perto disso, pouco ficou do que foi produzido pelos construtivistas, e mesmo Maiakovski, que se suicidou neste ano, já não era muito "revolucionário", passando-se muitas vezes por um propagandista de um regime autoritário e natimorto.
Entretanto, deixar que o público se contente, ou se aperte, entre fotografias encomendadas e páginas criativas é de uma maldade sem motivo para com o artista.
No mínimo, pelo que fez de bom. Aleksandr Rodchenko mereceria essa consideração: "Aqui, um artista em busca de uma transformação na arte - o que pode ser mostrado simplesmente colocando em série cronológica sua arte, e ali, provavelmente um empregado de agência, tentando divulgar o que pedem", como se pode ver, nem é necessário recorrer às palavras.
Público e artista sairiam favorecidos.
Uma instituição - a Pinacoteca - que já expôs Rodin, Miró e Valentim, todos com acerto, não pode ser descuidada assim. Sobraram fotos, faltou uma exposição.
Assim, assim, fica sugerido que se passe pela Pinacoteca, ao menos para conferir capas da LEF, revista do movimento construtivo, as impagáveis colagens de Aleksandr Rodchenko, e o seu delicado humanismo, impregnado de afetividade, no lirismo familiar de um construtivista que fotografa sua mãe, "Retrato da mãe", sua companheira, "Varvara Stepanova", ou sua filha, "O banho". De longe, minhas favoritas. Também deve-se notar o apreço que tem por seu amigo, Maiakovsi, seja em poses "de trabalho" - em que se propõe a divulgar-se, a si mesmo, como poeta, dramaturgo, performático - seja em mitificadoras poses de rebelde sem causa.
Ou ainda, encontrar ao menos uma boa imagem daquela que inspirou ao fotografado enormes poemas de amor, Lilia Brik, ainda muito bonita diante das lentes de Rodchenko, ou reproduzida espertamente em capas e cartazes. Ela consegue assim chegar ao futuro sem desmerecer a fama que adquiriu, de ser uma mulher muito atraente, pelo menos em minha opinião.
Pessoalmente, também fico com a impressão de que LEF era uma revista "normal", após ver suas capas. Uma dessas revistas que pelo menos cabem na mão. Pelo menos por serem menores que uma folha de sulfite.
Distante desse formato incômodo de revistas intelectuais nossas contemporâneas. Faz sonhar com publicações de novo.
Até mais. Wagner.
Não adianta nada empilhar fotos em paredes ou amontoar informações em expositores "do século passado". Principalmente, há um discurso que acredito poder ser contado: senão o discurso de uma geração que aplicou sua arte no empenho de uma "transformação" da sociedade, pelo menos pode-se deixar mais clara a distinção entre arte criativa e trabalho maquinal, encomendado.
Seria proveitoso perceber - pelo menos com uma disposição mais "voluntariosa" - como é o período criativo, heróico, de um projeto compartilhado por artistas construtivos, futuristas e pelos vanguardistas em geral, quando cinema, poesia e lirismo se impregnam mutuamente, e como é a cópia da cópia, na produção de volumes corporais para mostrar suspeitas organizações plásticas na coreografia militar e totalitária dos soviéticos. Algo em que Leni Rienfensthal demonstrou ser praticamente perfeita, ao mitificar outra criatura, o nazismo. Uma outra terrível e conhecida ditadura. Em lugar de pensar na "grandiosidade" do comunismo, a cada russa massuda que vi posar para a assinatura do artista, penso no engodo dessas demonstrações fascistas, à esquerda ou à direita.
Depois de 1930, ou perto disso, pouco ficou do que foi produzido pelos construtivistas, e mesmo Maiakovski, que se suicidou neste ano, já não era muito "revolucionário", passando-se muitas vezes por um propagandista de um regime autoritário e natimorto.
Entretanto, deixar que o público se contente, ou se aperte, entre fotografias encomendadas e páginas criativas é de uma maldade sem motivo para com o artista.
No mínimo, pelo que fez de bom. Aleksandr Rodchenko mereceria essa consideração: "Aqui, um artista em busca de uma transformação na arte - o que pode ser mostrado simplesmente colocando em série cronológica sua arte, e ali, provavelmente um empregado de agência, tentando divulgar o que pedem", como se pode ver, nem é necessário recorrer às palavras.
Público e artista sairiam favorecidos.
Uma instituição - a Pinacoteca - que já expôs Rodin, Miró e Valentim, todos com acerto, não pode ser descuidada assim. Sobraram fotos, faltou uma exposição.
Assim, assim, fica sugerido que se passe pela Pinacoteca, ao menos para conferir capas da LEF, revista do movimento construtivo, as impagáveis colagens de Aleksandr Rodchenko, e o seu delicado humanismo, impregnado de afetividade, no lirismo familiar de um construtivista que fotografa sua mãe, "Retrato da mãe", sua companheira, "Varvara Stepanova", ou sua filha, "O banho". De longe, minhas favoritas. Também deve-se notar o apreço que tem por seu amigo, Maiakovsi, seja em poses "de trabalho" - em que se propõe a divulgar-se, a si mesmo, como poeta, dramaturgo, performático - seja em mitificadoras poses de rebelde sem causa.
Ou ainda, encontrar ao menos uma boa imagem daquela que inspirou ao fotografado enormes poemas de amor, Lilia Brik, ainda muito bonita diante das lentes de Rodchenko, ou reproduzida espertamente em capas e cartazes. Ela consegue assim chegar ao futuro sem desmerecer a fama que adquiriu, de ser uma mulher muito atraente, pelo menos em minha opinião.
Pessoalmente, também fico com a impressão de que LEF era uma revista "normal", após ver suas capas. Uma dessas revistas que pelo menos cabem na mão. Pelo menos por serem menores que uma folha de sulfite.
Distante desse formato incômodo de revistas intelectuais nossas contemporâneas. Faz sonhar com publicações de novo.
Até mais. Wagner.
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